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Lendo e escrevendo

Lendo e escrevendo

O Atalho dos Ninhos de Aranha, Italo Calvino

06.03.22, Almerinda
O Atalho dos Ninhos de Aranha, Italo Calvino, 1947 Gosto sempre de ler um livro com um prefácio que me ajude a contextualizá-lo nas suas várias facetas. Em 1964 Italo Calvino fez um prefácio para o seu “O Atalho dos Ninhos de Aranha”de 1947. É um longo prefácio em que por várias vezes retoma a frase inicial “Este romance foi o primeiro que escrevi”. Escrito pouco depois da Libertação e da sua experiência como membro da Resistência à ocupação nazi, Calvino reflecte (...)

"Se isto é um Homem"

27.01.22, Almerinda
Hoje, no Dia Internacional da Memória das Vítimas do Holocausto, publico um texto que escrevi em 2013, após a leitura deste livro de Primo Levi. “Se Isto é um Homem”, Primo Levi, 1958 Entre Dezembro de 1945 e Janeiro de 1947, Primo Levi escreveu o seu “Se isto é um Homem”. É o registo, a memória da sua experiência de recluso entre o dia 13 de Dezembro de 1943, então com 24 anos, altura em que foi capturado pela milícia fascista em Itália e depois deportado para (...)

A Cidade das Flores, Augusto Abelaira

14.02.21, Almerinda
“A Cidade das Flores”, Augusto Abelaira, 1959 Quando se volta a ler um livro que se leu há mais de quatro décadas, percebemos se ele teve influência nessa altura das nossas vidas, se nos conseguimos identificar com o contexto ou com alguma das personagens, se, apesar da distância, permanece como objecto literário ou, se é de tal forma datado que não consegue despertar interesse para quem hoje o leia, sendo jovem como na altura eu era. Em 1961, no posfácio à segunda edição (...)

As Longas Noites de Caxias

12.10.19, Almerinda
As Longas Noites de Caxias, Ana Cristina Silva, 2019 A cada novo livro de Ana Cristina Silva que leio, reforço a ideia que já anteriormente expressei de que “a autora revela a sua mestria em analisar e transmitir-nos estados de alma das personagens que cria”. Desta vez, partindo de factos verídicos, o foco é o que o medo faz às pessoas e até que ponto pode chegar a perversidade de uma pessoa para com outras. Para tal, evoca o instrumento que o Estado Novo utilizou para subjugar (...)

A Noite Passada

20.09.19, Almerinda
A Noite Passada, Alice Brito, 2018 A escrita de Alice Brito é única, inimitável, brota com uma autenticidade e naturalidade que nos transporta para os anteriores livros da sua autoria. Alice Brito domina o uso de um vocabulário rico, certeiro, onde o vernáculo não é poupado. De novo a cidade de Setúbal, o recurso aos objectos do dia-a-dia, os ambientes sonoros e visuais dos quotidianos cinzentos do salazarismo embalados e adocicados pelos folhetins. Personagens inesquecíveis. (...)