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Lendo e escrevendo

Lendo e escrevendo

O Quinto Filho, Doris Lessing

16.11.25, Almerinda
“O Quinto Filho” – Doris Lessing, 1988  Este é um livro perturbador, muito duro, que li de forma compulsiva. Já antes havia tido contacto com a escrita peculiar de Doris Lessing, da qual já lera três outros livros, mas este é, sem dúvida, o mais poderoso e mesmo inesquecível. O facto de deixar o final em aberto torna esta obra ainda mais interessante. Embora o livro parta de um casal inglês conservador com um projecto de vida em torno de constituírem uma família numerosa, (...)

A Outra Filha, Annie Ernaux

24.07.25, Almerinda
“A Outra Filha” – Annie Ernaux, 2011 Depois de “Os Anos”, este é o segundo livro que leio de Annie Ernaux. Em todo ele encontro o estilo autobiográfico e certos detalhes que se observam em “Os Anos”, como por exemplo a referência às fotografias, embora aqui as fotografias sejam escassas. A fotografia a sépia que os pais disseram ser dela, afinal era de uma irmã que morreu dois anos antes de a narradora ter nascido. Essa morte e essa outra filha, foi algo sempre (...)

O Baile, Irène Némirovsky

05.06.25, Almerinda
“O Baile” – Irène Némirovsky, 1930 É um livro que se lê dum fôlego. Nunca tinha lido nada desta autora. Procurei “As Moscas de Outono” na Biblioteca Municipal a que estou ligada, por ser o livro que escolhemos este mês para o Leia Mulheres Lisboa e acabei por trazer “O Baile”, o único de Irène Némirovsky que a biblioteca municipal tinha. Ao lê-lo, lembrei-me de Stefan Zweig e de “O Morto” de James Joyce em «Dubliners», talvez mais pelas personagens e pelos (...)

Caderno Proibido, Alba de Céspedes

28.01.25, Almerinda
Caderno Proibido, Alba de Céspedes, 1952   De tantas tão boas leituras que fiz em 2024, tenho muita dificuldade em dizer qual ou quais foram as minhas preferidas, mas “Caderno Proibido”, o último livro que li no passado ano, é certamente dos melhores. Uma verdadeira revelação, um livro com a minha idade, mas que é duma actualidade incrível e no qual me revi, e certamente muitas mulheres que tiverem oportunidade de o ler. O caderno proibido é uma revolução na vida de (...)

Tia Maria do Carmo

04.10.23, Almerinda
Hoje a Tia Maria do Carmo faria 100 anos. Era Tia do coração. Quando os meus pais vieram viver para Lisboa, recém- casados e com pouco dinheiro, no final dos anos 40 do século passado, tiveram que repartir a casa com outro casal: o casal Soares. Já nessa altura o dinheiro era pouco para arrendar uma casa e o casal Soares, oriundo do mesmo concelho dos meus pais ofereceu-se para partilhar casa com o jovem casal Bento. Só que a senhoria não aceitava essa situação e a Maria do Carmo (...)

Seis Ruas, Márcia Lima Soares

03.10.21, Almerinda
Seis Ruas, Márcia Lima Soares, 2020 Conheci a Márcia na militância política, nos activismos mais difíceis, aqueles que põem toda a coragem de afirmar a sua identidade e os seus desejos, lutando contra a tradição, o politicamente correcto, o status quo. Afirmativa, sem rodeios, invulgar, as suas gargalhadas e postura positiva destacam-na como uma mulher que ama a vida a tempo inteiro. Na dedicatória que me escreveu no seu “Seis Ruas” pedia-me entre outras coisas que, se (...)

Almoço de Domingo, José Luís Peixoto

05.08.21, Almerinda
Almoço de Domingo, José Luís Peixoto, 2021  Um livro especial, que me foi oferecido no dia de anos. Em dose dupla, por gente querida, que sabe como valorizo os almoços de domingo com a família, os quais nos têm sido vedados nestes tempos de pandemia. O romance, repartido em três dias, é um mosaico de momentos que se entrelaçam, da história do nosso país, de recordações da infância, do Rui menino quando ia levar os avios de carne da salsicharia da mãe. O meu Rui, o seu (...)

Pássaros Feridos

11.07.20, Almerinda
“Pássaros Feridos”, Collen McCullough, 1977   Certamente por já ter lido alguma apreciação muito favorável sobre este livro, há bastantes anos que ele estava numa “lista de livros a ler um dia” que vai sempre crescendo. A verdade é que ele chegou até mim pelas mãos de uma amiga, como um livro que lera e que a marcara e, finalmente, até porque era volumoso e estava (estou) a viver um período em que muitas das minhas leituras são feitas em casa, chegou a sua vez. (...)