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Lendo e escrevendo

Lendo e escrevendo

As Boas Intenções, Augusto Abelaira

02.01.22, Almerinda
“As Boas Intenções”, Augusto Abelaira, 1963   Este foi o penúltimo livro que li em 2021 e o segundo de Abelaira que leio este ano, depois de “A Cidade das Flores”. Quer “As Boas Intenções” quer “Sem Tecto entre Ruínas” que irei ler no início deste novo ano foram herdados da minha irmã, os quais aguardavam a sua vez há alguns anos. “As Boas Intenções” foi escrito em 1963 e a sua acção decorre num período revolucionário, na transição entre a monarquia e (...)

A Casa dos Espíritos, Isabel Allende, 1982

10.04.21, Almerinda
Hoje não consegui deixar de publicar este texto que escrevi há oito anos. Uma situação inesquecível que me traz à memória Mouriscas e a minha irmã Isabel. Mal imaginava que a minha irmã partiria poucos dias depois. Escrevi-o lá, estávamos nas férias da Páscoa, o tempo era de chuva e cinzento e não nos dava grandes oportunidades de sair. Tinha acabado de ler "A Casa dos Espíritos" ela andava a ler "O Segundo Sexo". Pediu-me que lhe lesse o que escrevera e comoveu-a recordar (...)

#19 As Irmãs Mirabal

20.12.20, Almerinda
#19 As Irmãs Mirabal Em 1999, quando li “No Tempo das Borboletas” de Julia Alvarez (Bertrand Editora) estava longe de saber que a história das irmãs Mirabal mortas a 25 de Novembro de 1960 estava na origem do dia que assinala aquilo que é a segunda causa de morte em todo o mundo. Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal assim se chamavam as três jovens activistas dominicanas na luta contra a ditadura de Trujillo. Os seus corpos foram encontrados junto ao seu jipe no fundo de uma (...)

# 10 As Três Marias

11.12.20, Almerinda
#10 As Três Marias A 23 de Maio morria Maria Velho da Costa, uma das três Marias. Singulares, únicas, mas indissociáveis nas “Novas Cartas Portuguesas”. A PIDE e Salazar nunca conseguiram descobrir quem escreveu o quê. Um pacto de silêncio, uma escrita a seis mãos que exasperou/exaspera os ditadores, os conservadores, os castradores. Uma escrita de mulheres, de liberdade, que ajudou este país a quebrar as duras correntes do conservadorismo, denunciando a situação das (...)

#5 Catarina Eufémia

05.12.20, Almerinda
#5 Catarina Eufémia Catarina, a ceifeira assassinada. A ditadura não permitia gente que lhe levantasse a voz, que lhe gritasse por Pão, por Democracia, por Justiça, por Dignidade. Os latifundiários não tinham de se preocupar com os assalariados famélicos ao seu serviço. A polícia, a PIDE, a GNR e a Legião eram o garante de que a ordem seria respeitada. A ceifeira assassinada. Num dia 19 de Maio de 1954. Tinha 26 anos. Mãe de três filhos e com um quarto a caminho, foi (...)