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Lendo e escrevendo

Lendo e escrevendo

Este ano não começou nada bem

26.01.21, Almerinda

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O Ano 2021 não começou nada bem Folheio os jornais da manhã à procura de notícias relacionadas com as escolas e o ensino. O “Público” tem mapas dos resultados eleitorais para todos os (des)gostos, mas dá destaque de primeira página ao mapa do candidato que ficou em terceiro lugar, embora lhe chame 2º!! Há também o mapa dos contágios, lembrando quem ainda andar distraído, que no nosso país o vírus e suas variantes estão em roda livre. Depois, a situação das escolas com a promessa de os 335 mil computadores em falta deverem chegar até ao fim de Março, para juntar aos 100 mil que chegaram no 1º período. Vários intervenientes do processo educativo são citados na notícia, mostrando a sua preocupação e os esforços para que o contacto se mantenha entre docentes e discentes, neste período em que as escolas estão fechadas até 5 de Fevereiro. “Escolas acompanham alunos, mesmo que o tempo seja de férias”, com propostas de leituras e exercícios de consolidação das matérias são algumas das “recomendações para que possam continuar a estudar”. No meio das preocupações com os desequilíbrios sociais e desigualdade de oportunidades que se agudizam em tempos de pandemia e no ensino não presencial, a referência a um relatório sobre o Estado da Educação 2019 que refere que são 366 mil os estudantes carenciados no ensino obrigatório. O “Diário de Notícias” que voltou recentemente às bancas em papel, nada traz sobre educação e o “I” dedica um artigo nas páginas centrais com o sugestivo título “Escolas. Ensino online à vista e “a fazer lembrar o Titanic”. Não posso deixar de assinalar neste último jornal um artigo de Maria Moreira Rato sobre o desemprego feminino. Antes da pandemia, em 2019, por cada 100 activos existiam 7,1% de mulheres desempregadas. Os resultados preliminares do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE) indicam que as oportunidades de emprego para as mulheres que já tinham menos oportunidades antes da crise pandémica “diminuíram desproporcionalmente e têm um efeito a longo prazo potencialmente maior”. Gostaria de trazer aqui boas notícias, mas a realidade é esta e o futuro… (Este artigo foi a minha contribuição de hoje para o Notícia do Dia do SPGL)

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