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Lendo e escrevendo

Lendo e escrevendo

Dublin - 3

16.04.24, Almerinda

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Dublin – 3

O segundo dia em Dublin começou mal para mim, porque perdi os óculos… aliás, procurei, procurei, procurei em toda a parte e não os encontrei. Foi o Vítor, com a sua persistência que acabou por os descobrir enfiados dentro do sofá ao lado da cama. Escorregaram lá para dentro e lá ficaram. Que stress!

Resolvido o problema, lá fomos comprar o bilhete do Hop on Bus que nos permite percorrer a cidade por 24 horas, para fazermos a volta toda e percebermos onde devemos parar nos sítios com interesse e que fiquem mais distantes. A cidade é muito acolhedora e os guias/condutores são divertidos, embora seja difícil perceber grande parte do que dizem.  Acabámos por descer junto à ponte Ha’Penny Bridge, que foi a primeira ponte em ferro fundido da Irlanda e que tem este nome porque em tempos idos para a atravessar tinha que se pagar uma portagem (half a penny). Desta vez fomos almoçar a um restaurante turco onde se comeu bem, mas regado a Fanta de laranja… No alcohol! Depois voltámos a entrar no Bus na O’Connell Street  junto à Spire – uma agulha em metal considerada a escultura mais alta do mundo, com 120 metros de altura, concluída em 2003 – e a seguir passámos pela estátua de O’Connell, um dos muitos heróis irlandeses que durante séculos morreram a lutar contra o domínio dos ingleses. Tínhamos como objectivo ir a Merrion Square, a zona onde Oscar Wilde viveu para ver a belíssima estátua do escritor reclinado sobre um pedregulho. Simplesmente espectacular, assim como o jardim com lindas flores com perfumes intensos e os grandes relvados onde os cães têm muito espaço para correr e brincar.

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Até St. Stephen’s Green passa-se por uma zona de embaixadas e escritórios de arquitecto, solicitadores e advogados onde se avisa que as bicicletas serão removidas, se se deixarem presas ao gradeamento dos edifícios. St. Stephen’s Green é um grande parque com lagos, com patos e cisnes, com muitas túlipas e outras flores que dançavam de um lado para o outro naquela tarde de muito vento.

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James Joyce gostava muito deste parque e talvez por isso há um memorial que lhe é dedicado. Arrepia pensar que aquele local tão belo e aprazível tenha sido em tempos escolhido para local de enforcamentos públicos. Entrámos pela zona norte que tem um memorial a Wolfe Tone, um patriota do século XVIII e logo no interior do parque, o memorial à fome.

 

A Teeling Whiskey Distillery era um dos pontos que tinha anotado na minha lista de sítios a visitar, mas afinal foi apenas um ponto para visitar as casas de banho, porque a perspectiva de uma visita guiada de 40 minutos entre 20 e 35€ pareceu-nos muito desinteressante! No regresso ao hotel passámos por uma zona certamente antiga, possivelmente operária, de pequenas casas. Fomos descansar no hall do hotel com umas cervejas e uns moroccan falafels, servidos desta vez por uma jovem portuguesa de Évora. O hotel estava cheio, talvez por ser fim-de-semana, com grupos ruidosos que bebiam e de novo um grupo de mulheres para mais uma despedida de solteira.

Andar muito a pé, mesmo que tudo seja próximo e o chão seja plano, também cansa. O dia de amanhã é para sair cedo e evitar as filas para entrar na Guiness Storehouse e aproveitar as últimas horas a que temos direito no Green Bus. Até amanhã!

(continua)

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