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Lendo e escrevendo

Lendo e escrevendo

#5 Catarina Eufémia

05.12.20, Almerinda
#5 Catarina Eufémia Catarina, a ceifeira assassinada. A ditadura não permitia gente que lhe levantasse a voz, que lhe gritasse por Pão, por Democracia, por Justiça, por Dignidade. Os latifundiários não tinham de se preocupar com os assalariados famélicos ao seu serviço. A polícia, a PIDE, a GNR e a Legião eram o garante de que a ordem seria respeitada. A ceifeira assassinada. Num dia 19 de Maio de 1954. Tinha 26 anos. Mãe de três filhos e com um quarto a caminho, foi (...)

#4 Marielle Franco

04.12.20, Almerinda
#4 Marielle Franco Dia 14 de Março é Dia de Marielle. Foi nesse dia, em 2018, que ela foi assassinada. Barbaramente! Será que podia haver outro advérbio para falar desse acto bárbaro, quando parece que estamos anestesiados com a violência diária, a nível mundial que se vira maioritariamente contra as mulheres? Por isso, violência de género, assumindo formas e matizes tão diversos, mas dirigida às mulheres, desde as meninas até às mulheres de idade. De todas as classes. De (...)

#3 Frida Kahlo

03.12.20, Almerinda
Frida Kahlo Esta mulher apaixona-me. É uma inspiração. Apaixonada, livre, o seu sofrimento físico não a limitou, tendo transposto para as telas não só a sua própria imagem, mas a dor física e a angústia das perdas. “A pintura preencheu a minha vida. Perdi três filhos e outra série de coisas que teriam podido ocupar a minha vida horrível. Tudo isso foi ocupado pela pintura. Creio que não há nada melhor que o trabalho.” A primeira colagem em que deliberadamente procurei (...)

#2 Rosie, the riveter

02.12.20, Almerinda
  #2 Rosie, the riveter Rosie, a rebitadeira é o símbolo do esforço de guerra assumido pelas mulheres quando, por escassez de mão-de-obra, por os homens terem sido alistados para o exército, as mulheres ocuparam nas fábricas os postos de trabalho que anteriormente só estavam nas mãos dos homens. Elas mostraram que também eram capazes de fazer o mesmo trabalho -  We can do it! Estava dado mais um passo na história da emancipação das mulheres, mesmo quando, terminada a 2ª (...)

#1 Hijab

01.12.20, Almerinda
#1 Hijab Tudo começou de uma forma simples. Nas minhas aulas de desenho e pintura, a Joana propôs-nos um desafio diferente. Uma colagem. Primeiro fica-se de pé atrás, pensa-se que não se vai conseguir fazer (o meu lado negativo a funcionar), mas passado o primeiro momento de indecisão, a semente começa a germinar. Tinha acabado de ler “Um Muro no Meio do Caminho” de Julieta Monginho e as mulheres sírias nos seus hijabs não me saíam da cabeça. Refugiadas/os, vidas suspensas numa (...)

Woman - Mulher (um documentário)

04.10.20, Almerinda
WOMAN - MULHER Yann Arthur-Bertrand e Anastasia Mikova fizeram um trabalho notável. Ao longo de dois anos e meio percorreram mais de 50 países e entrevistaram duas mil mulheres. Ouviram-nas, filmaram-nas e fizeram um documentário que é um livro aberto sobre a situação das mulheres. Sem efeitos especiais, sem demagogia, de forma imparcial, puseram aquelas mulheres a olhar-nos olhos nos olhos e a falar de si, das suas vidas, dos seus dramas, mas também das suas alegrias. Da sua luta, (...)

Pássaros Feridos

11.07.20, Almerinda
“Pássaros Feridos”, Collen McCullough, 1977   Certamente por já ter lido alguma apreciação muito favorável sobre este livro, há bastantes anos que ele estava numa “lista de livros a ler um dia” que vai sempre crescendo. A verdade é que ele chegou até mim pelas mãos de uma amiga, como um livro que lera e que a marcara e, finalmente, até porque era volumoso e estava (estou) a viver um período em que muitas das minhas leituras são feitas em casa, chegou a sua vez. (...)

Humilhação e Glória - o acidentado percurso de algumas mulheres singulares

13.06.20, Almerinda
“Humilhação e Glória”, Helena Vasconcelos, 2012   Este ensaio de Helena Vasconcelos tem como subtítulo “O acidentado percurso de algumas mulheres singulares”. Constituído por oito capítulos, para além da Introdução – Estudos Femininos, Mulheres e Cidadãs, A Ascensão segura das «Mulheres de Letras», O corpo das mulheres, O círculo das Belas-Artes, Em nome da Ciência e Misoginias – é um livro muito interessante e curioso, para quem quer ficar com uma visão (...)

A única efeméride da nossa história que hoje merece ser comemorada!

28.05.20, Almerinda
  28 de Maio de 1911 Carolina Beatriz Ângelo torna-se na primeira mulher portuguesa a votar nas eleições para a Assembleia Nacional Constituinte após a revolução de 5 de Outubro, tendo conseguido, ao abrigo da lei eleitoral vigente e após disputa com o poder político, a inclusão do seu nome nos cadernos eleitorais da Comissão de Recenseamento do 2º Bairro de Lisboa. Médica, viúva e mãe, Carolina Beatriz Ângelo invocou a sua qualidade de chefe de família para exercer o (...)

A Terceira Mãe

03.05.20, Almerinda
A Terceira Mãe, Julieta Monginho, 2008 De Julieta Monginho já conhecia “ Um Muro no Meio do Caminho” e confesso que de entre a vasta obra da autora, a escolha de “A Terceira Mãe” se deveu ao título e à capa belíssima e não ao facto de este livro ter ganho o Grande Prémio de Romance e Novela APE 2008. “Um Muro no Meio do Caminho” foi um dos grandes livros que li em2019. A escrita de Julieta Monginho e a sua sensibilidade não deixam ninguém indiferente. Talvez por a (...)