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Lendo e escrevendo

Lendo e escrevendo

#19 As Irmãs Mirabal

20.12.20, Almerinda

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#19 As Irmãs Mirabal

Em 1999, quando li “No Tempo das Borboletas” de Julia Alvarez (Bertrand Editora) estava longe de saber que a história das irmãs Mirabal mortas a 25 de Novembro de 1960 estava na origem do dia que assinala aquilo que é a segunda causa de morte em todo o mundo. Pátria, Minerva e Maria Teresa Mirabal assim se chamavam as três jovens activistas dominicanas na luta contra a ditadura de Trujillo. Os seus corpos foram encontrados junto ao seu jipe no fundo de uma escarpa de 45 metros de altura na costa norte da República Dominicana, em resultado de um atentado a mando da ditadura, mas oficialmente, a imprensa afecta ao regime noticiou o facto como um acidente.

 As irmãs Mirabal eram conhecidas como Las Mariposas – as Borboletas – e mesmo apesar da falsidade que envolveu a sua morte, elas e a sua luta não foram esquecidas e em 1981, durante o I Encontro Feminista da América Latina e do Caribe, realizado em Bogotá, na Colômbia, o dia 25 de Novembro foi designado como Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher, em homenagem a elas.

 Em Março de 1999 a ONU reconheceu a data que passou a ser comemorada em todo o mundo como Dia Internacional pela Eliminação da Violência sobre a Mulher.

Nesta colagem com Las Mariposas, utilizei recortes de um jornal português de 2010 em que as 43 mulheres assassinadas nesse ano não mais são um número, anónimas, mas sim nomeadas. Este ano, até ao dia em que fiz a colagem, 30 mulheres, em Portugal, tinham sido assassinadas. Eram mulheres com filhos e filhas e em alguns destes casos, as crianças estavam presentes quando o crime foi cometido. Estas mulheres deixaram 21 crianças órfãs.

Quem quer descobrir a vacina contra esta pandemia?

 

 

 

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