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Lendo e escrevendo

Lendo e escrevendo

O Ano da Morte de Ricardo Reis, José Saramago

14.08.19, Almerinda
Recordando um maravilhoso livro que li nas férias de Verão, há 3 anos. “O Ano da Morte de Ricardo Reis”, José Saramago, 1984 Uma das minhas leituras de férias e mais um dos livros de José Saramago já há algum tempo à espera de chegar a sua vez. Como sempre, fascinante, denso, com incursões inesperadas a propósito de tudo e de nada, desde expressões da nossa linguagem do dia-a-dia, até deambulações sobre a vida, a morte, o ser, o existir, o sonho… sobretudo nos (...)

Lendo, escrevendo, desenhando

11.08.19, Almerinda
Motivos para desenhar não faltam, mas nem sempre a coragem para me lançar ao desafio que é aplicar as técnicas que as minhas professoras me ensinaram. Elas bem falam nos diários gráficos e eu bem sei que só com prática, muita prática se consegue melhorar. É da vida! Este foi a tentativa de registar a imagem de algumas maçãs, um limão, uma banana e um maracujá dentro duma fruteira maravilhosa que era da minha avó e que já deve ter mais de 100 anos. Usei o pastel seco (...)

Pão de Açúcar, Afonso Reis Cabral

11.08.19, Almerinda
Pão de Açúcar, Afonso Reis Cabral, 2018   Afonso Reis Cabral já me surpreendera aquando do seu primeiro livro “O Meu Irmão”, pela forma séria como tratou a realidade das pessoas com síndrome de Down e os desafios que se colocam às famílias na sua forma de se relacionarem com essa realidade no que respeita aos direitos e necessidades das pessoas que são diferentes. Em “Pão de Açúcar” Afonso Reis Cabral agarra um acontecimento ocorrido no Porto em 2006 – o (...)

Londres, Virginia Woolf

03.08.19, Almerinda
  Londres, Virginia Woolf, 1931,32 Como é a Londres de Virginia Woolf? Quase cem anos depois, que diferenças se encontram entre a visão da escritora que nasceu, amou e viveu durante tantos anos nesta cidade e uma cidadã-turista que visita a cidade e que a dá a conhecer a outras pessoas que a visitam pela primeira vez? Entre os inúmeros pontos de interesse da cidade tão presente nos seus Diários, Virginia Woolf escolhe como “roteiro” neste The London Scene seis aspectos, (...)

"O Grande Bazar Ferroviário" de Paul Theroux

29.07.19, Almerinda
O Grande Bazar Ferroviário, Paul Theroux, 1975   Um livro extraordinário, de que tirei inúmeras notas, fiz imensas anotações e sublinhados, assinalei páginas… Foram cinco semanas de viagem, a acompanhar os quatro meses que Paul Theroux levou desde que partiu em Setembro de 1973 de Londres e a que regressou no início de Janeiro de 1974. Não conseguiu cumprir a promessa de que estaria em casa antes do Natal, apenas tendo conseguido durante a viagem no Transiberiano apanhar um (...)

Não avisei que ia viajar?

24.07.19, Almerinda
Fiz em 5 semanas o que Paul Theroux demorou 4 meses a fazer. Apanhámos 30 comboios, mas às vezes tivemos de ir de barco ou de avião para chegar a alguns países. Ficámos maravilhados com a diversidade de culturas, de paisagens e de companheiros  de viagem. Concluímos que o etnocentrismo só pode ter origem na ignorância, na tacanhez, na pequenez de achar que o mundo passa apenas pelo que nos rodeia e que somos o centro do mundo. Espantámo-nos, cansámo-nos, ansiámos regressar a (...)

Palavras Cruzadas - Parte 2 - Palavras para quê?

20.07.19, Almerinda
Com umas letras muito pequeninas, assim responde o Expresso às muitas centenas de cartas ao director que deve ter recebido esta semana, pela forma como tratou os professores no passatempo de palavras cruzadas do passado fim de semana. Transcrevo a Nota, desta vez com letras que não precisam de lupa: «Nota - No seguimento das dúvidas levantadas pelo passatempo Palavras Cruzadas nº 2282 publicado na edição da passada semana, esclareço que não houve qualquer intenção de denegrir a (...)

Quando umas simples palavras cruzadas trazem água no bico...

16.07.19, Almerinda
Claro que me senti ofendida! Eu que até costumo comprar o "Expresso" e me demoro nalguns artigos e nalgumas secções da Revista, mas nem sou muito amante de Palavras Cruzadas, fiquei perplexa com a forma insidiosa como se passa uma "mensagem" preconceituosa, reaccionária, redutora, discriminatória ... (podia acrescentar mais adjectivos) para apoucar uma classe profissional. Por acaso a minha classe profissional mas não foi por isso que me senti ofendida. O professorado tem (...)

Eu tenho muitos amores

07.07.19, Almerinda
Quando chega o mês de Julho e começo a limpar e organizar o que fui acumulando ao longo dos últimos meses, reforço a minha imagem de dispersão, duma vontade imensa de querer experimentar, de não fechar a porta a... e lembro-me sempre duma frase duma colega que na altura me deixou perplexa: "Tu nunca chegas ao fundo das coisas!" Acho que ela queria dizer que eu nunca aprofundava, que tinha medo de entrar num poço de onde não mais saísse, que ficava pela rama das coisas para não (...)