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Lendo e escrevendo

Lendo e escrevendo

Da Meia-Noite às Seis, Patrícia Reis

14.05.21, Almerinda
Da meia-noite às seis, Patrícia Reis, 2021 Patrícia Reis uma revelação e este já é o seu décimo livro. Já tinha lido apreciações sobre “Crianças Invisíveis” e recentemente li no JL, não só a entrevista que lhe foi feita, mas também os textos de Miguel Real e de Valter Hugo Mãe sobre este livro que decidi comprar, aproveitando para fazer uma troca de livro repetido entre os muitos que recebi nos anos. Excelente escolha. A dedicatória a Maria Teresa Horta, a quem há (...)

Margarita e o Mestre, Mikail Bulgakov

09.05.21, Almerinda
Margarita e o Mestre, Mikail Bulgakov, (1928-1940) Numa das minhas poucas resoluções para 2021, constava ler um conjunto de livros há muito comprados e ultrapassados na voragem das novas aquisições que acabam sempre por se impor. Na altura, fiz essa lista de livros a resgatar ao esquecimento, que irei ler e intercalar com novidades que entretanto vá adquirindo. Nessa lista de livros “esquecidos” na minha estante, “Margarita e o Mestre” de Mikail Bulgakov é considerado a sua (...)

Mãe

02.05.21, Almerinda
“Hoje o dia vai correr bem!” era uma das primeiras frases que lhe ouvia quando lhe telefonava ou ela me telefonava. Praticamente todas as manhãs, não por obrigação, mas como rotina boa, como todas as nossas rotinas sem as quais sentimos que algo está a faltar. Já tinha visto um melro e esse era o sinal de vida que a ajudava a acreditar que era bafejada pela sorte, mesmo com todas as adversidades com que lidava de forma positiva e sem se deixar abater. No dia em que fiz 70 anos, (...)

A Casa dos Espíritos, Isabel Allende, 1982

10.04.21, Almerinda
Hoje não consegui deixar de publicar este texto que escrevi há oito anos. Uma situação inesquecível que me traz à memória Mouriscas e a minha irmã Isabel. Mal imaginava que a minha irmã partiria poucos dias depois. Escrevi-o lá, estávamos nas férias da Páscoa, o tempo era de chuva e cinzento e não nos dava grandes oportunidades de sair. Tinha acabado de ler "A Casa dos Espíritos" ela andava a ler "O Segundo Sexo". Pediu-me que lhe lesse o que escrevera e comoveu-a recordar (...)

Crónicas COM PREGUIÇA, Adelino Correia-Pires

02.04.21, Almerinda
Com Preguiça  crónicas, Adelino Correia-Pires, (2014-2015) Acabei de ler as crónicas do meu amigo alfarrabista (não alfarrobista) Adelino Pires. Se ele ler este meu pequeno texto, poderá achar abusivo que o trate por amigo. Afinal, só estive com ele uma vez, no passado Agosto, quando a Helena me convidou a conhecer um sítio e uma pessoa, dizendo à partida, que eu ia gostar muito. E acertou. Fui conhecer o alfarrabista mesmo no coração de Torres Novas e descobrir os tesouros que (...)

Histórias daqui e dali, Luis Sepúlveda

28.03.21, Almerinda
“Histórias Daqui e Dali”, Luis Sepúlveda, 2010 O segundo livro de Sepúlveda que leio este ano. Vou à minha biblioteca e conto quinze livros deste escritor chileno e, embora tenha já lido a maioria, ainda há alguns por descobrir. “Histórias daqui e dali” é, à semelhança de outros livros de Sepúlveda, um conjunto de pequenas histórias e memórias, onde põe todo o seu ser e em que a ternura, a tristeza e o apego aos valores primordiais são os traços que fazem dos seus (...)

Palavras em Tempos de Crise, Luis Sepúlveda

22.03.21, Almerinda
“Palavras em Tempos de Crise”, Luis Sepúlveda, 2012 Há um ano tomámos conhecimento de que Luis Sepúlveda, que tinha estado nas Correntes d’Escritas na Póvoa de Varzim, estava infectado com o novo coronavírus. Viria a falecer em meados de Abril com apenas 70 anos e para quem gostava do homem e dos seus livros, foi um choque e uma grande tristeza. Ainda tenho por ler alguns dos seus livros e este ano, quando seleccionei os livros que iria ler, fui buscar um deles e, no (...)

Um Postal de Detroit, João Ricardo Pedro

17.03.21, Almerinda
  “Um Postal de Detroit”, João Ricardo Pedro, 2016 Um livro vertiginoso, delirante, perturbador, alucinante. Foram os adjectivos que me saíram, mal acabei de ler este livro, cuja leitura foi rápida e viciante. Partindo de um acontecimento que constituiu o mais dramático acidente ferroviário em Portugal – Alcafache, Setembro de 1985 – o autor cria um verdadeiro puzzle de personagens, momentos e situações em torno de Marta, de quem só foi encontrada uma mochila no meio dos (...)

Manhã de Domingo

14.03.21, Almerinda
Manhã de Domingo Como sempre, o Gaspar reclama a sua ração da manhã. Nada a fazer. Acordar com um gato em cima da cara a abanar a cauda não permite recusas. Levanto-me, faço-lhe a vontade, volto para a cama. Afinal ainda é tão cedo. Volto-me na cama de um lado para o outro, sem conseguir retomar o sono interrompido. Deito-me de costas, olho para o tecto, começo a recordar o que tenho de fazer, o que está em falta, o que ando a adiar… Procrastinadora até morrer! Entretanto, o (...)

Caderno de Memórias Coloniais, Isabela Figueiredo

13.03.21, Almerinda
“Caderno de Memórias Coloniais”, Isabela Figueiredo, 2009 Um livro sem rodriguinhos, em que a narradora recorda a sua infância vivida em Moçambique até aos 13 anos e os seus primeiros tempos em Portugal, então já como retornada. Organizado em capítulos, alguns bastante breves e sincopados, são como flashes, diapositivos do colonialismo e da vida colonial. As personagens centrais deste “Caderno de Memórias Coloniais” são o pai da narradora (uma menina branca) e a própria (...)